JUBA — O Sudão do Sul se mostrou disposto, neste sábado, a retirar suas forças da região fronteiriça de Abyei, cuja soberania disputa com Sudão, conforme as exigências da União Africana.
"O ministro do Interior vai permitir a retirada de Abyei da força da polícia do Sudão do Sul (...) com a condição de que as Nações Unidas e a União Africana garantam a segurança de seus cidadãos nesta região", declarou à AFP o porta-voz do governo de Juba, Barnaba Marial Benjamin, destacando que a retirada das tropas seria "imediata".
Cerca de 110 mil pessoas da etnia Dinka Ngok, radicada principalmente no Sudão do Sul, se viram obrigadas a fugir da violência em Abyei e se refugiar mais ao sul.
A União Africana (UA) havia exigido no começo deste mês a "retirada imediata e sem condições dos 300 soldados sudaneses e dos 700 membros das forças armadas do Sudão do Sul fora da região de Abyei".
Esta região fronteiriça é uma das que os dois países disputam desde a divisão do Sudão em julho passado e é cenário regular de combates.
As forças armadas de Cartum controlam Abyei apesar da presença de 4.000 capacetes azuis etíopes enviados pela ONU para garantir a desmilitarização da região.
Os moradores de Abyei, região de terras férteis, deviam ter se pronunciado em referendo sobre sua adesão ao norte ou ao sul, em janeiro de 2011, mas uma polêmica sobre os critérios de inscrição nas listas eleitorais impediu a celebração da consulta.







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