"O impasse é emblemático da tortuosa e confusa transição supervisionada por uma junta militar desde a deposição de Mubarak, há 16 meses. "Esse tipo de sobressalto é um reflexo do nosso atual estado de coisas. Faltam poucos dias para a eleição e há incerteza jurídica", disse o juiz Mohamed Hamad al Gamal à Reuters.
O adversário de Shafik no segundo turno da eleição será o candidato da Irmandade Muçulmana, Mohamed Mursi, depois da eliminação de candidatos mais moderados no segundo turno. A perspectiva de escolher entre dois candidatos que não estiveram ligados à revolução anti-Mubarak desagrada muitos manifestantes.
Em defesa de Shafik, o advogado Bahaa Abou Shoka disse que seria inconstitucional cassar os direitos políticos de um cidadão ou puni-lo de qualquer outra forma sem que ele tenha sido condenado por qualquer crime. "Essa condição está ausente na lei", afirmou.
(Reportagem adicional de Tom Perry) fonte: swissinfo.ch







Nenhum comentário:
Postar um comentário