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Mais 500 policiais para tentar pacificar o Alemão
Após o ataque à UPP do complexo de favelas, efetivo será ampliado em 50%. Houve novo protesto no enterro de menina morta durante ação do Bope em Costa Barros
Rio - Vai saltar de 1.200 para 1.800 o total de policiais militares nas quatro Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) do Complexo do Alemão. O reforço é consequência do ataque de bandidos à Favela Nova Brasília, que terminou com a morte da soldado Fabiana Aparecida de Souza, segunda-feira. Além dos 100 PMs que reforçaram o grupo anteontem, mais 500 se juntarão a eles na quarta. Esse contingente de novos policiais se forma terça-feira no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cefap).O Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi alvo de protestos ontem no enterro de Bruna da Silva Ribeiro, 10 anos. Ela morreu com tiro na barriga na sexta, em Costa Barros. No momento, policiais caçavam bandidos que teriam participado do ataque à UPP do Alemão. Houve tiroteio nos morros da Pedreira, Lagartixa e Quitanda, onde Brunamorava. O Bope está investigando as causas de sua morte. “Operação policial não acaba com o bandido, não acaba com as drogas; acaba, sim, sempre com mais uma vítima”, desabafou a comerciante Anailza Rodrigues da Silva, mãe de Bruna, durante o sepultamento ontem à tarde, no Cemitério do Caju. Três ônibus levaram cerca de 300 pessoas ao local. A maioria usava camiseta com fotos da vítima. Parentes e amigos carregavam cartazes com as mensagens ‘Fora Bope’ e ‘Fora Caveirão’.
“Era uma menina estudiosa, que cuidava da família. O sentimento de revolta sempre tem, mas a gente mora onde mora... Sei que foi uma fatalidade, mas espero justiça”, disse o pai, Aldemir da Silva.
Bruna cursava o 4º ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Marcos Tamoyo e sonhava ser modelo. Após as aulas, ela ajudava a mãe a vender salgadinhos na lanchonete dos pais. A menina deixa 4 irmãos mais velhos.
Clima tenso perto de favela
Apesar do reforço no policiamento, o clima continua tenso no Morro da Quitanda. Depois que um guincho bloqueou todas as pistas da Av. Pastor Martin Luther King para rebocar um carro, motoristas deram ré acreditando se tratar de ação de bandidos.
Cerca de 20 policiais foram deslocados para reforçar o patrulhamento na Avenida Pastor Martin Luther King e nas estradas de Botafogo e João Paulo.
Os moradores da comunidade fazem novo protesto hoje, por volta das 10h, para cobrar providência da polícia. Eles sairão da Estação Rubens Paiva, do metrô, e seguirão a pé até o Morro da Quitanda.
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