O motorista Luciano de Faria Salles foi levado à 42ª DP (Recreio). Lá, após ser ouvido, ele foi indiciado por homicídio culposo (não intencional). A polícia ainda vai esclarecer exatamente as circunstâncias da morte de Marcele, mas tudo indica que o ônibus manteve a porta do bagageiro aberta para facilitar a coleta de cones ao longo do percurso da meia maratona.
Maria Leci morreu quando saía da feira do Centro de Tradições Nordestinas. Ela estava acompanhada do amigo José Antônio da Silva, 59 anos, que dirigia o Siena prata onde estavam. Os dois se encaminhavam de volta à casa dela quando foram atingidos pelo ônibus da linha 298 (Acari-Castelo), no cruzamento das Ruas Escobar e Santos Lima.
O carro bateu contra a fachada de um prédio. A comerciante morreu imediatamente. Segundo um dos moradores do local, acidentes como esse são comuns no local.
Colisão comum após as 22h
“Os radares são desligados a partir das 22h. Depois desse horário, as pessoas ultrapassam os sinais sem pensar duas vezes. Por isso, os acidentes são frequentes aqui. Já vi carros e ônibus baterem nesse prédio várias vezes. Felizmente, o imóvel já está fechado há algum tempo”, disse o comerciante Anderson da Silva, 24 anos, que mora a poucos metros do local da tragédia.
“Pouco antes do acidente, ela me disse que colocaria o cinto de segurança. Logo depois, o ônibus nos acertou”, relembrou José Antônio.







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