Moradores de Prattsville, no Estado de Nova York, buscam forças para recomeçar em meio às incertezas deixadas pelo fenômeno de agosto de 2011
A Agência Federal de Gerenciamento de Emergência disse que poderia alocar cerca de US$ 1,3 milhão para a demolição e aquisição de propriedades danificadas, enquanto se aguarda a conclusão de um formulário de procedimentos.
Histórica
A casa de Briggs, que antecede o estabelecimento da cidade em 1833, é uma das cerca de 30 residências vazias entre as 140 localizadas na rua principal. O dinheiro do seguro e a ajuda inicial do órgão federal a ajudaram a esvaziar sua casa e a colocá-la de volta na rua. Agora ela parece flutuar em palafitas, apenas aguardando o veredicto sobre seu destino.
Cada vez mais essa história revela a frustração sobre o dinheiro que acabou, mas existem também sinais de esperança, até mesmo de celebração, como pode-se presenciar em Prattsville no final de semana.
Prattsville realizou a sua primeira Mudfest, diversos eventos de arrecadação de fundos que atraíram uma grande quantidade de pessoas que moram e não moram na cidade, cuja população antes da tempestade havia atingido um pico de cerca de 600 habitantes. Crianças brincavam nos escorregadores, bandas tocaram em churrascos e dezenas marcharam para o riacho Schoharie para receber uma típica bênção indígena na água que há um ano devastou a cidade.
Kevin Piccoli, que preside o Fundo de Socorro sem fins lucrativos de Prattsville e o Corpo do Desenvolvimento Econômico da cidade, disse que garantir ajuda era algo complicado. É claro que Prattsville, localizada no condado de Greene, é apenas uma das muitas cidades no norte do Estado de Nova York com problemas após as inundações.
"A recuperação de um desastre requer planejamento, tempo e coordenação", disse Dan Watson, um porta-voz da agência, "e o compromisso dos governos estaduais e locais e das várias agências sem fins lucrativos tem feito a diferença" para as comunidades afetadas.
Na cidade, alguns dos participantes do Mudfest estavam em uma exposição no Museu Zadock Pratt que exibia fotografias pós-tempestade do ano passado.
O fotógrafo, Larry Gambon, que normalmente fotografa animais selvagens, disse que inicialmente não havia planejado fotografar cerca de 3,5 mil imagens da devastação em Prattsville. "Isso é como fotografar um cadáver para mim", disse ele. "Foi uma das sessões fotográficas mais emocionantes que já fiz."
Muitas das 24 fotografias de Gambon, que estão expostas em quadros de madeira resgatados dos escombros de Prattsville, poderiam ter sido feitas em qualquer uma das inúmeras cidades e aldeias atingidas pela tempestade tropical Irene - como Catskill, Maplecrest, Lexington, Middleburgh.
Ele disse que gostaria que as fotografias criassem uma ligação mais forte entre os moradores, os turistas e a cidade à medida que se recuperam.
Briggs encontrou esperança no esqueleto de uma casa, equilibrada acima da rua principal para que todos possam ver.
"Vejo um sinal de esperança para mim e acredito que a casa poderá ter a oportunidade de continuar aonde está por muitos e muitos anos", disse ela. "Nossa cidade está cheia de esperança", continuou. "Vivemos em um ótimo lugar."
FONTE: ultimosegundo.ig.com.br







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