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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Reconstituição confirma que execução de Sérgio com seis tiros foi um crime passional


Rio -  A reconstituição do assassinato de Sérgio Rosa Sales, 24 anos, primo do ex-goleiro Bruno Fernandes, confirmou ontem a versão de crime passional alegada pelos suspeitos. A possibilidade de o jovem ter sido vítima de queima de arquivo, em função do desaparecimento de Eliza Samudio, foi descartada pela Polícia Civil de Minas Gerais.
Os suspeitos se apresentaram segunda-feira à polícia e garantiram que não conheciam Sérgio nem sabiam de seu envolvimento no caso Bruno. Ele teria sido executado pelo pedreiro Alexandre Ângelo de Oliveira, 28 anos, e sua companheira, a cozinheira Denilza Cesário da Silva, 30, por assediar a mulher.
Em depoimento, o casal contou detalhes do assassinato. No dia anterior ao crime, Denilza foi abordada por Sérgio quando passava em frente à sua casa. Ele teria abaixado a calça e tentado apalpar suas partes íntimas. Ao voltar do trabalho, a cozinheira teria encontrado Sérgio novamente, que repetiu o assédio.

No dia seguinte, 22 de agosto, Ângelo utilizou sua motocicleta para seguir Denilza até o trabalho. Sérgio teria se aproximado dela novamente, mas fugiu ao perceber a presença do homem. Ângelo perseguiu o jovem, que foi atingido por seis tiros.
“A família está completamente atordoada. Sérgio jamais iria mostrar seu órgãos genitais para uma mulher passando na rua. Ele realmente era mulherengo, mas nunca chegaria a esse ponto. A mãe dele não aceitou e nunca vai aceitar o depoimento dessa moça. Agora, quanto ao crime ter sido passional, não resta dúvida”, comenta a advogada da família de Sérgio, Adriana Eymar.

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