Em sessão de emergência, o Parlamento turco autorizou ontem, por maioria clara, uma intervenção militar na Síria. A votação da moção teve lugar após uma noite de bombardeamentos de posições militares sírias pela artilharia turca em retaliação pela morte de cinco civis turcos, atingidos por um obus sírio na quarta-feira.
"Não se trata de um mandato de guerra mas sim de algo para ser usado quando necessário para proteger os interesses da Turquia", afirmou Besir Atalay, vice-presidente turco.
Esta ideia foi igualmente destacada por um conselheiro do presidente Recip Tayyp Erdogan: "A Turquia não tem interesse numa guerra com a Síria, mas é capaz de se proteger e retaliará sempre que necessário".
Entretanto, instada pela aliada Rússia, a Síria pediu desculpa pelas mortes, algo confirmado por Atalay. "Asseguraram-nos que foi um trágico acidente e que não se repetirá", explicou.
Enquanto o Parlamento aprovava a intervenção militar na Síria, por 320 votos a favor e 129 contra, o Exército turco continuava a bombardear posições sírias junto à fronteira para vingar a morte, na localidade de Akcakale, de duas mulhere e três crianças.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou-se preocupado com a escalada de tensão e com a possibilidade de o conflito sírio alastrar. Por seu lado, França, Reino Unido, Alemanha e EUA condenaram a actuação síria e manifestaram apoio à Turquia, embora apelando à calma e à contenção.
FONTE: cmjornal.xl.pt







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