São Paulo (16) – O asteroide 2012 DA14 passou a exatamente 28.163 quilômetros da Terra por volta das 17h40 (horário local de Brasília). A medida toma como base a Indonésia, ponto de maior aproximação do objeto. A diferença entre a distância prevista (27.680 quilômetros,e a final foi de aproximadamente 500 quilômetros).
De acordo com a Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa), o corpo celeste passou de forma segura e se distancia, cada vez mais, da Terra.
O site principal do Gingin Observatory, que gera imagens do espaço da base de Austrália e trouxe as primeiras imagens do asteroide, ficou fora do ar devido a quantidade de acessos de pessoas interessadas em ver a passagem do asteroide 2012 DA14. A Nasa também transmitiu imagens ao vivo da aproximação do asteroide, que contou com picos de 100 mil espectadores curiosos com o fenômeno.
Comparação com outros corpos celestes
Segundo a NASA, desde que as inspeções no céu começaram na década de 1990, os astrônomos nunca viram um objeto tão grande se aproximar tanto do nosso planeta. Mas os cientistas asseguram que não há perigo de colisão, pelo menos dessa vez. Isso porque, em 2020, a rocha deve se aproximar novamente e ainda não é possível calcular a que distância.
Esta, no entanto, não é a primeira vez que o planeta recebe uma “visita”. Em 1908, um corpo celeste do tamanho do asteroide 2012 DA14 explodiu na atmosfera acima da Sibéria, devastando uma área de milhares de quilômetros quadrados de floresta. Os pesquisadores ainda estão estudando o “Evento de Tunguska”, como ficou conhecido esse episódio, em busca de pistas sobre o objeto que causou o impacto.
Outro objeto de tamanho semelhante ao DA14 atingiu a Terra há 50 mil anos. Ele foi responsável pela formação a Cratera do Meteoro, no Arizona (EUA), que deixou uma depressão de aproximadamente um quilômetro de diâmetro e 200 metros de profundidade.”Esse asteroide era feito de ferro, o que tornou um projétil especialmente potente”, explicou o cientista Don Yeomans no site da Nasa.
Meteorito que atingiu a Rússia no dia 15/02
O número de feridos devido à queda de um meteorito na região dos Montes Urais, centro-oeste da Rússia, aumentou para 950 pessoas, 112 das quais foram internadas, informou a agência Ria Novosti, citando fontes oficiais.
Segundo a agência, a maioria dos hospitalizados, cerca de 80, são crianças.
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou ao Ministério para Situações de Emergência que tome todas as medidas urgentes para prestar assistência a todos os atingidos pela queda do meteorito.
O Ministério do Interior russo anunciou ter encontrado três locais onde caíram fragmentos do meteorito.
As autoridades locais afirmam que cerca de 300 edifícios públicos e escolas ficaram com os vidros partidos devido à onda de choque provocada pelo impacto. O número de casas atingidas está ainda por calcular.
Nas lojas de Tcheliabinski, uma das seis cidades atingidas por fragmentos do meteorito, aumentou bruscamente a procura de vidro, plástico e materiais para tapar os buracos nas janelas. Segundo a Ria-Novosti, em algumas lojas, as vendas triplicaram.
Ainda segundo os cientistas a queda do meteorito não tem relação com o 2012 DA14, não passando de mera coicidência.
FONTE: Folha Paulistana







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